<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109</id><updated>2011-06-14T10:50:04.666-07:00</updated><title type='text'>Thoughts that Breathe and Words that Burn</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-7234752051366176721</id><published>2009-02-20T09:28:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T12:24:25.508-08:00</updated><title type='text'>Experiência Carnavalesca: Minha Participação em um Bloco.</title><content type='html'>No carnaval de 2003, tive a minha primeira experiência típica de um folião: participei de um bloco carnavalesco. &lt;br /&gt;A culpa - sim, trata-se de culpa - foi de um amigo meu cujo nome vou manter em segredo. O que importa saber é que eu precisava buscar em sua casa uma documentação e só poderia fazê-lo naquele fatídico dia. Ingenuamente pensei que o carnaval ainda fosse começar. Na verdade, não sabia que os blocos começavam antes do carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei pela minha janela. Observei as poucas pessoas que perambulavam pela rua. Aos poucos, os estabelecimentos comerciais iam se fechando. Fechavam mais cedo, é verdade, mas isso era apenas a ânsia por alguns dias de folia. No geral, a paisagem não era das mais assustadoras. Afinal de contas, era só uma breve ida à Tijuca para pegar uns papéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus, a aparente tranquilidade (sem trema: reforma ortográfica)se confirmava até que cheguei ao ponto onde deveria descer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Erro número 1&lt;/span&gt;: desci. O tumulto era tamanho que não houve tempo nem mesmo para o arrependimento. Aliás, não deu tempo de respirar. Pensei em todas as formas de tragédia possíveis: ataque terrorista, revolução proletária, guerra, invasão de zumbis e toda sorte de catástrofes naturais. Não, não era nada disso. Era muito pior: eu havia descido do ônibus e agora me encontrava no meio de um bloco carnavalesco. Exatamente, incrédulo leitor, quando menos esperava estava em um bloco. Foi como se eu tivesse perdido os sentidos. Nada podia ouvir devido ao barulho ensurdecedor; nada podia ver devido ao número de pessoas que se abarrotavm e se empurravam mutuamente; nada podia tocar, pois era impossível erguer as mãos. Era uma vertigem lúcida, mas provida de todos os seus peculiares sintomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Erro número 2&lt;/span&gt;: tentei lutar contra o fluxo e sair. Que fluxo? Lutei bravamente por uns quinze minutos com a convicção de que abria caminho para uma rua onde reinasse a paz. Descobri que havia chegado ao centro da confusão e que tentar achar algum fluxo ali seria o caminho mais curto para a morte. &lt;br /&gt;Finalmente, não sei explicar como, após algumas centenas de sorrisos extravagantes, banhos de cerveja e gritos apavorantes, encontrei uma saída. Meu estado era calamitoso. Estava banhado de suor e cerveja, vermelho pela sensação de sufoco e tinha as mãos trêmulas devido ao medo. Levei alguns minutos para me recompor. Quando voltei a respirar normalmente, percebi que estava muito distante de onde originalmente havia descido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Erro número 3&lt;/span&gt;: acreditei que a confusão cessaria em breve e segui em frente até a casa do meu amigo. Resultado: O tumulto crescia conforme a hora avançava e fui obrigado a passar a noite fora de casa. A rua estava interditada e, já sorrindo jocosamente para a minha própria desgraça, concluí que nenhum ônibus passaria por ali. Tentar chegar a uma das ruas adjacentes seria arriscadíssimo, pois isso significaria atravesar o bloco novamente! Senti-me um personagem de "A Noite dos Mortos Vivos", de George Romero, em um daqueles momentos em que todos estão acuados em uma casa abandonada, sem poder sair de forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta e outras terríveis recordações levaram-me a uma decisão em 2009: vou pular o carnaval. Sim, vou pular direto para a Páscoa e não quero ser incomodado até lá. Por favor, não tentem me ligar ou me visitar; saibam que seus scraps e e-mails só serão respondidos em maio. Agora, por gentileza me dêem licença porque não aguento mais utilizar o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;bloco&lt;/span&gt; de notas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-7234752051366176721?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/7234752051366176721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=7234752051366176721' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/7234752051366176721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/7234752051366176721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2009/02/experiencia-carnavalesca-minha.html' title='Experiência Carnavalesca: Minha Participação em um Bloco.'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-6627757188356489060</id><published>2008-10-22T09:42:00.000-07:00</published><updated>2009-02-18T05:53:38.421-08:00</updated><title type='text'>Quando a coisa fica russa</title><content type='html'>Era uma tarde fria e monótona. Havia saído do curso de língua russa, ministrado no Centro de Cultura Eslava, no bairro da Lapa. No meio do caminho, decidi ir a uma livraria comprar alguns livros e incluí entre eles um dicionário da língua russa, item indispensável ao aprendizado. &lt;br /&gt;Dos cento e poucos livros que folheei, creio ter encontrado uns 10 muito interessantes. Tamanha jornada revelou-se cansativa e, após encontrar o dicionário,  melhor seria não mais vagar por ali e rumar de volta para casa. Mais precisamente para o calor da minha cama. &lt;br /&gt;Enfrentei a fila resignadamente, como se nada pudesse abalar um espírito forte e combativo como o meu, apesar de um certo desânimo. Estava enganado. Uma súbita convulsão se abateu no interior de minha alma após o seguinte diálogo travado com a atendente da livraria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor vai levar um dicionário de russo? Nossa! Essa língua é muito difícil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que o esforço valerá a pena. Sou um grande apreciador da literatura russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahh, eu sofri muito para ler "Crime e Castigo". Principalmente para ler os nomes dos personagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você leu "Crime e Castigo" no original? - Cheguei até a pegar um papel para anotar o telefone dela (era muito bonita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Eu li em português!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra!- Não me contive, foi espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que o senhor disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã? Ah, Eu? Eu disse 'plorra'. Sim, "plorra" é uma palavra russa que significa "mal, ruim". Acho ruim você ter lido só em português, há poucas boas traduções nesta língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah tá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre a espontaneidade pode ser considerada positiva, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-6627757188356489060?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/6627757188356489060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=6627757188356489060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/6627757188356489060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/6627757188356489060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2008/10/quando-coisa-fica-russa.html' title='Quando a coisa fica russa'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-9210579743471089854</id><published>2007-12-12T19:26:00.000-08:00</published><updated>2009-03-30T15:30:46.536-07:00</updated><title type='text'>Contos de Natal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;2. De como um erro crasso da língua materna pode se transformar em uma experiência com o além.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dia quente e tranqüilo na agitada Ipanema. O espírito natalino já se revelava nos sorrisos e na agitação do povo. O ar mudara. Aqueles que nunca foram tomados pelo espírito natalino, por favor, respirem fundo ao caminhar pelas ruas.  Façam-no agora e entenderão este pobre aspirante a escritor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão não perdoa. O sol parece ignorar a época festiva e desfere contra o Rio de Janeiro os seus mais poderosos raios. O calor é infernal. Foi nesse clima confuso, nesse misto de felicidade explícita e hostilidade, que decidi tomar um suco de limão para aliviar o calor. Evidentemente, não imaginava eu que esta simples incursão a uma lanchonete traria uma das mais profundas experiências por mim já vividas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediado, pedi ao atendente que me trouxesse um suco de limão e fiquei ali a contemplar os curiosos transeuntes agitados com o fim iminente. Calma, refiro-me ao fim do ano.  Deixei-me, por um tempo, refletir sobre questões filosóficas de suma importância para a humanidade quando fui interrompido por uma conversa alheia travada em altos brados por dois rapazes. Disse um deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ &lt;em&gt;Rapá, num dava pra encará não... tinha uns trinta maluco... tudo veio pra cima de mim... eu corri mas os cara me pegaro...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, estranhei aquela variação lingüística e a peculiar aplicação do plural. Ainda assim, achei que falavam português. Este foi o meu erro. Se tivesse considerado aquelas frases horrorosas como provindas de algum dialeto primitivo por mim totalmente ignorado, não teria passado os maus bocados que passei. O meu desespero começou com a seguinte proclamação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ &lt;em&gt;Mermão os cara me batero muito... mas muito mermo... quando eu voltei a si...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste momento não escutei mais nada. Um pavor obsedante tomou conta de mim. O pobre coitado, ao dizer &lt;strong&gt;“quando eu voltei a si”,&lt;/strong&gt;obviamente estava afirmando que ele não voltou nele, mas sim no outro. Apavorado com os espíritos que poderiam estar rondando aquele estabelecimento e, principalmente, com medo de ser possuído por um que se expressasse tão eloqüentemente quanto os dois rapazes, imediatamente saí de perto. O suco já estava pago e o pavor já havia me dominado. Sem titubear, resolvi abandonar a lanchonete sem esperar que minha bebida ficasse pronta. Afinal, o que é um suco diante da ameaça de ser possuído por um espírito ignorante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na rua, comprei uma garrafa d’água de um ambulante e saciei a minha sede. Minha imaginação cuidou da parte do limão. Estava aliviado. Nunca havia chegado tão perto dessas coisas místicas e espirituais. Não sei em quem o pobre coitado, ao não voltar a ele, encarnou. O certo é que o sorteado não passará em nenhuma avaliação oral ou ortográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da História: Falar português errado é imoral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-9210579743471089854?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/9210579743471089854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=9210579743471089854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/9210579743471089854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/9210579743471089854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2007/12/contos-de-natal_12.html' title='&lt;strong&gt;Contos de Natal&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-815738484674775560</id><published>2007-12-09T11:16:00.000-08:00</published><updated>2009-03-30T15:44:38.665-07:00</updated><title type='text'>Contos de Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. De como uma simples viagem de táxi pode se revelar profundamente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que falo de taxistas neste blog. Talvez não seja a última, porém as incursões que fiz pelo Rio de Janeiro afora, utilizando-me deste meio de transporte, fizeram com que uma dúvida pairasse em minha mente: ou os motoristas de táxi são uma categoria de seres humanos à parte da sociedade (no pior sentido que for possível imaginar) ou eu sou um azarado à espera da próxima aventura digna de menção neste pouco visitado espaço virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Eu não tenho nada contra a classe (ainda). Só resolvi escrever porque o que pensei se tratar de um caso isolado se transformou em uma série. De uns tempos para cá, não saberia precisar quando, esses profissionais das quatro rodas resolveram revelar o seu lado chato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha aventura começou quando, por volta das 20h, peguei um táxi na Lagoa em direção ao estúdio Beck, no Cosme Velho, onde o Allegro está gravando o novo álbum. Costumeiramente é uma viagem agradável e curta. Gosto de ir pensando no trabalho a ser feito, olhar a bela paisagem e nela buscar inspiração para novas idéias musicais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz sinal e o táxi parou. Depois dos cumprimentos iniciais e a informação do destino a ser seguido os primeiros minutos de silêncio foram quebrados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ O Rebouças já abriu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Já sim, pode ir por lá, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Mermão tu vai pegar um baita engarrafamento. Inda agora passei aqui na Lagoa e tava tudo parado. Tudo por causa da árvore de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ É o jeito, vamos encarar o engarrafamento. É bom porque ainda não vi a árvore mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se mais alguns preciosos minutos silêncio e de doce reflexão quando o motorista solta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ─ Mas e o Corinthians hein rapá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que nunca acompanhei futebol. Tenho o mais absoluto desprezo por esse esporte e desconhecia até que havia um campeonato em andamento, o que dirá a situação dos times. Fiquei sem saber o que responder, mas para não ficar deslocado na conversa usei o velho truque das frases aleatórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Pois é. Quem iria imaginar? – Essas frases se encaixam tanto para situações positivas quanto negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ E não é? Mas será que eles escapam?&lt;br /&gt;─ Eu acho pouco provável, mas é só no campo que vamos ver. – Nessa hora eu já estava me sentindo entendido no assunto, que logo morreu. Achei que havia vencido a chatice do taxista, mas, ao escutarmos o coral ensaiando para a inauguração da árvore Natal – que estava belíssimo, diga-se de passagem --, o distinto senhor profere as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Eu não sei por que é que colocam esse coro aí pra cantar. Ninguém gosta disso, deveriam botar um funk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei aguardando a gargalhada que deveria ter vindo depois de tal afirmação, o que constataria tratar-se de uma piada, mas o homem permaneceu sério. Eu também não disse nada, até pensei em descer ali mesmo. Só não o fiz porque pouco tínhamos avançado e isso me causaria um atraso ainda maior. Houve um silêncio constrangedor durante boa parte do trajeto, mas ele ainda despejou outras amenidades na tentativa de manter a conversação. Não me lembro exatamente do que ele falava quando o interrompi e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Eu vou ficar aqui, pode parar aqui nessa esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Ué? O senhor não ia ficar mais ali na frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Sim, mas eu vou aproveitar e passar no mercado antes. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem esperei o sujeito desaparecer em meio ao tráfego intenso e fui direto para o estúdio. Na mesma semana outros taxistas me brindaram com conversas agradabilíssimas nas quais houve menções a Bin Laden; prostitutas; um filho que havia caído da moto e desfigurado o rosto, mas continuava fazendo sucesso entre as mulheres; uma filha que trazia muito desgosto por só usar o computador para entrar no orkut; um entusiasta de João Bosco, que me fez ouvir suas músicas durante todo o trajeto e por aí vai. Tenho até a impressão de que o taxímetro pula mais do que o normal nesses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em comprar um carro, mas não sei se vou agüentar as besteiras que eu mesmo falo. Quem sabe um táxi? Assim poderei passá-las adiante e ajudar a perpetuar a lenda de que todos os taxistas são chatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenda?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-815738484674775560?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/815738484674775560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=815738484674775560' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/815738484674775560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/815738484674775560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2007/12/contos-de-natal.html' title='Contos de Natal'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-2525384606656276452</id><published>2007-06-22T20:03:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T20:05:40.317-07:00</updated><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>Hoje a Felicidade me fez uma visita. Sua companhia é sempre agradável, por isso a recebi com um sorriso e pedi para ela se sentar. Conversamos sobre várias coisas, rimos bastante e bebemos um pouco. Ela me disse que anda muito ocupada e este é o motivo pelo qual se tornou tão difícil encontrá-la. Eu disse que ela devia aparecer mais, que não era legal ficar tanto tempo sumida, que devemos sempre procurar ter uma rotina mais light. Mas a Felicidade é sempre imprevisível. Ficamos conversando sobre ela mesma, mais ou menos durante uma hora, quando se levantou e disse que precisava ir embora naquele momento. Tinha muitas coisas por fazer. Insisti para que ficasse mais um pouco, mas foi em vão. Ela se foi, e não me disse quando volta. Como já acho que a conheço bem, tenho certeza de que vai demorar, mas vai voltar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-2525384606656276452?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/2525384606656276452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=2525384606656276452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/2525384606656276452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/2525384606656276452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2007/06/felicidade.html' title='&lt;strong&gt;Felicidade&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-7270884882427550618</id><published>2007-05-03T13:50:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T13:54:31.631-07:00</updated><title type='text'>Humor</title><content type='html'>Um amigo meu me contou essa ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois amigos estavam conversando e um perguntou ao outro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você achou daquele centro espírita que visitamos ontem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pô cara, nada demais. Achei médium...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-7270884882427550618?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/7270884882427550618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=7270884882427550618' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/7270884882427550618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/7270884882427550618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2007/05/humor.html' title='Humor'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-116687546547499853</id><published>2006-12-23T03:42:00.000-08:00</published><updated>2006-12-23T04:04:25.486-08:00</updated><title type='text'>O Mundo é um Grande Palco</title><content type='html'>Já dizia Oscar Wilde: O mundo é um grande palco, mas o elenco foi mal escolhido. &lt;br /&gt;Este aforismo sempre foi encarado por mim com uma dose de humor. Aliás, ainda acho que foi a intenção do grande dramaturgo, porém hoje e depois de algumas experiências desagradáveis, encontrei um aspecto diferente, uma outra conotação para a frase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Percebi com mais clareza de onde vem a minha sensação de deslocamento em relação ao mundo e àqueles que me cercam: eu não sei fingir. Esta, porém, é uma das básicas habilidades que um bom ator pode ter. E, sendo o mundo um palco realmente, um cara como eu será sempre rejeitado ou utilizado apenas como mero figurante. Fico me perguntando hoje como foi que não percebi antes, que tudo o que eu devia fazer era fingir? Por que entrei no mundo sendo eu mesmo? Por que cargas d’água sempre fui sincero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez chegue um dia em que eu consiga enxergar melhor o buraco em que eu me meti. Talvez ria até. Quem sabe me sinta até lisonjeado? Sim, pois contracenei com os melhores atores da face da terra. Eram tão bons que me convenceram. Pensei realmente haver alguma verdade em suas palavras, atos, olhares e lágrimas. Santa inocência! E o Oscar (não o Wilde) vai para... O mundo!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-116687546547499853?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/116687546547499853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=116687546547499853' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/116687546547499853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/116687546547499853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/12/o-mundo-um-grande-palco.html' title='O Mundo é um Grande Palco'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-115473806628723318</id><published>2006-08-04T17:32:00.000-07:00</published><updated>2006-08-04T17:34:26.300-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não estou de bom humor. Acabaram de me chamar de "Nilton"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-115473806628723318?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/115473806628723318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=115473806628723318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/115473806628723318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/115473806628723318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/08/no-estou-de-bom-humor.html' title=''/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-115387435606660393</id><published>2006-07-25T17:36:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T15:24:58.778-07:00</updated><title type='text'>Sobre vendedores ambulantes</title><content type='html'>Há alguns anos observo o comportamento de vendedores ambulantes. Tal tarefa não se constituiu penosa demais para mim porque viajo de ônibus freqüentemente, o que me possibilitou fazer uma pesquisa minuciosa. Analisando esta classe de trabalhadores em diversas linhas e horários diferentes, posso arriscar-me a dizer que existem regras e padrões de comportamento devidamente seguidos, como em todas as demais profissões. Vou tentar, ainda que resumidamente, uma explanação no tocante a esse “padrão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro momento é o da abordagem. Existem diversas técnicas que variam de um simpático gesto para o motorista até a quase invasão do carro. Este é o momento mais importante e, como pude observar, apenas os mais talentosos conseguem entrar. No entanto, nem sempre o motorista está disposto a abrir a porta para o vendedor. As desculpas mais usadas por este são: “&lt;em&gt;tá cheio de fiscal aê mermão&lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;esse carro tem câmera&lt;/em&gt;” ou simplesmente (ainda que incompreensível) “&lt;em&gt;ta ruim&lt;/em&gt;”. As reações dos vendedores são diversas. Há aqueles que xingam baixinho, os que gritam e os que lançam um olhar fulminante como se estivessem gravando a fisionomia do inimigo para um posterior acerto de contas. Já tive até mesmo a infelicidade de ver um que jogou uma pedra na direção do ônibus onde eu estava, mas por sorte acabou errando o alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sucedida a tarefa de entrar no veículo, parte-se para uma etapa crucial: cumprimentar o público e apresentar o produto. O jargão usado para quebrar o gelo é praticamente o mesmo: “boa tarde senhoras e senhores, desculpe incomodar o silêncio da sua viagem...” que é imediatamente seguido por outro jargão, desta vez para apresentar o produto: “eu trago aqui o mais novo lançamento ...”. Pessoalmente, acho essas frases curiosas e não vou me abster de comentá-las. Eles nos pedem desculpas por incomodar o silêncio da viagem. Isto, obviamente, é absurdo. Eles podem interromper, quebrar o silêncio, mas incomodá-lo é difícil. Eles incomodam as pessoas – a mim principalmente, pois sempre leio algum livro durante a viagem. Também é singular o fato de que toda semana um “mais novo lançamento” seja por eles adquirido. Notei que o período chamado de “lançamento” varia de três a quatro meses. Uma boa técnica de persuasão utilizada não raras vezes é a da amostra grátis, mais comum entre os vendedores de bala, pois não foi visto nenhum que distribuísse pacotes de biscoitos ou coisa similar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o trabalho, imediatamente uma grave tensão toma conta do ambiente. É o que chamo de “guerra das consciências”, que consiste no seguinte. O vendedor ininterruptamente pergunta a si mesmo se desempenhou um bom trabalho, conquistando compradores. Estes últimos perguntam a si mesmos se devem ou não comprar alguma coisa. Àqueles já resolvidos cabe observar o que os outros passageiros vão fazer. O vendedor percorre, então, toda a extensão do carro e, justamente neste momento foi observado um dos mais peculiares comportamentos. Tenham vendido seus produtos OU NÃO, a maioria antes de descer profere a frase: “&lt;strong&gt;MAIS ALGUÉM&lt;/strong&gt;?”. Agora sim, abstenho-me de quaisquer comentários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a pesquisa, acrescentei um outro quesito rigorosamente avaliado. Trata-se da impostação de voz e dicção dos vendedores. Tomei notas a respeito do assunto, fiz tabelas, comparei com outras pesquisas e arquivei o material. Futuramente voltarei a estudar a voz nos vendedores ambulantes, pois minha área é a fonoaudiologia. Porém, fazendo uma avaliação mais geral, constatei que muitos deles devem sofrer com problemas na voz, embora alguns tenham se revelado muito bons. Mais grave ainda é o problema da dicção. Ontem mesmo cheguei a pensar que o vendedor estivesse falando em outra língua, talvez na intenção de atingir um seleto público de turistas. Apenas no final de sua apresentação pude compreender alguns sons que pareciam estar em português e verifiquei que não havia turistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as gerações futuras me agradeçam por tamanha contribuição ao bem-estar da nossa sociedade. Adicionarei, de quando em quando, novos resultados e constatações. Aos meus escassos leitores deixo essas valiosas informações, bem como apreciarei qualquer correção ou acréscimo que se possa fazer para melhorar a pesquisa. Esta, aparentemente infindável, já que amanhã mesmo estarei dentro de um maldito ônibus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-115387435606660393?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/115387435606660393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=115387435606660393' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/115387435606660393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/115387435606660393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/07/sobre-vendedores-ambulantes.html' title='&lt;strong&gt;Sobre vendedores ambulantes&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-114519912810861565</id><published>2006-04-16T07:51:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T19:36:22.170-07:00</updated><title type='text'>O Metrô e sua Trilha Sonora</title><content type='html'>Pegar o metrô de manhã cedo não é tarefa das mais agradáveis. Uma das poucas vantagens é a desnecessidade de passar ferro nas roupas, pois estas chegarão amarrotadas de qualquer maneira, depois de bem sucedida a árdua tarefa de encontrar algum vagão com o mínimo de espaço para um ser vivo ser transportado. Outra vantagem era, e eu espero que volte a ser, as deleitosas melodias de Bach, Mozart, Beethoven e outros grandes compositores eruditos do mesmo quilate. Só que há cerca de um mês mais ou menos, notei que as melodias haviam mudado radicalmente. O mais estranho é que me peguei cantarolando baixinho, com letra e tudo, aquelas melodias. Eram cantigas de roda. Lembrei a infância. Acho que por volta do mesmo horário cantávamos aquelas cantigas. Até aí tudo bem, mas depois de uma semana enche o saco. Não sei mais se estou levantando cedo para ir à faculdade ou para o jardim de infância. O pior é que existem versões em diversas línguas. Não estou louco, juro que dia desses estava tocando “Cai, cai Balão” em francês. Aí já é demais: ruído de pessoas falando, trens trafegando, portas se abrindo e fechando, tudo isso com a trilha sonora de fundo de “Cai, cai Balão” em francês. Por favor, senhores administradores do metrô, voltem com Bach e Mozart, afinal a gente acorda cedo e dorme tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-114519912810861565?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/114519912810861565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=114519912810861565' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/114519912810861565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/114519912810861565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/04/o-metr-e-sua-trilha-sonora.html' title='&lt;strong&gt;O Metrô e sua Trilha Sonora&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-114101482219550506</id><published>2006-02-26T20:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-02T20:40:32.776-08:00</updated><title type='text'>É, Carnaval...</title><content type='html'>Eu não me surpreendo com nada, mas confesso que tive medo quando vi o Bono cantando com a Ivete Sangalo na Bahia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos os mesmos depois de tão insólito episódio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em medo, adivinhem o que foi que eu senti quando entrei em uma banca de jornais e ao folhear a revista Superinteressante encontrei uma matéria sobre o Sidney Magal? O trauma foi tão violento que fiquei dois meses sem entrar em bancas. Agora eu entro, mas não ouso abrir as revistas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi os Titãs ao vivo na MTV outro dia. Fiquei me perguntando o que havia de errado na apresentação deles, pois eu estava gostando. Depois é que eu me toquei, o Nando Reis saiu da banda. Era isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-114101482219550506?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/114101482219550506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=114101482219550506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/114101482219550506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/114101482219550506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/02/carnaval.html' title='É, Carnaval...'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113729265257939374</id><published>2006-01-14T18:30:00.000-08:00</published><updated>2006-01-14T18:39:16.370-08:00</updated><title type='text'>Por um Rio mais humano</title><content type='html'>Parece mesmo uma iniciativa louvável da governadora Rosinha as obras nas estações de trem do Rio de Janeiro. Mais louvável ainda foi a sinceridade - não sei se inadvertidamente - com que abordou a campanha: Humanização das Estações de Trem.&lt;br /&gt;Agora eu pergunto a vocês: Foi ou não de extrema sinceridade da parte dela admitir que as Estações eram desumanas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113729265257939374?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113729265257939374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113729265257939374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113729265257939374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113729265257939374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/01/por-um-rio-mais-humano.html' title='Por um Rio mais humano'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113672578045880072</id><published>2006-01-08T05:04:00.000-08:00</published><updated>2006-01-08T19:07:38.616-08:00</updated><title type='text'>2006</title><content type='html'>O primeiro post de 2006 não traz nada de especial. Eu não queria iniciar o ano dando uma de engraçadinho, mas o ocorrido merece registro.&lt;br /&gt;Estava eu a caminhar pelo bairro carregando um cd, quando um homem aparentemente bêbado me pára e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Que tem nesse cd aí? É batidão?É batidão? -- Obviamente não o compreendi, mas respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Não, é um cd virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem titubear ele perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Filme de sacanagem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113672578045880072?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113672578045880072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113672578045880072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113672578045880072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113672578045880072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2006/01/2006.html' title='2006'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113513320903559716</id><published>2005-12-20T18:37:00.000-08:00</published><updated>2005-12-20T18:46:49.060-08:00</updated><title type='text'>O mundo é grande</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3417/704/1600/vtli3802.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3417/704/400/vtli3802.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mundo é grande e cabe&lt;br /&gt;nesta janela sobre o mar.&lt;br /&gt;O mar é grande e cabe&lt;br /&gt;na cama e no colchão de amar.&lt;br /&gt;O amor é grande e cabe&lt;br /&gt;no breve espaço de beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        Carlos Drummond de Andrade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113513320903559716?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113513320903559716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113513320903559716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113513320903559716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113513320903559716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/12/o-mundo-grande.html' title='O mundo é grande'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113427203213682783</id><published>2005-12-10T19:32:00.000-08:00</published><updated>2005-12-10T19:33:52.136-08:00</updated><title type='text'>Moeda da Sorte</title><content type='html'>Uma vez, quando pequeno, entreguei o meu destino a uma moeda antiga. Era a moeda da sorte. Toda vez que me sentia acuado pela dúvida, jogava a moeda e esta decidia que ação deveria ser praticada por minha pessoa. Havia todo um ritual e, claro, no fundo eu já sabia de que lado eu gostaria que a moeda caísse. O lado limpo significava “sim”. O lado arranhado ― que eu risquei com canivete ― significava “não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um certo tempo, não conseguia dar mais um passo sem que recorresse a minha moedinha da sorte. Perguntava a ela se devia estudar ou ir brincar, ver TV ou escutar música etc. Certa vez arrisquei-me a jogar a moeda para decidir se devia ir ao dentista ou não. Minha mãe já tinha marcado a consulta e pela manhã me levaria até a clínica, mas minha moeda dizia que eu permaneceria em casa. Chorei, gritei, esperneei, mas não adiantou. Fui forçado a ir ao maldito dentista e com profundo desgosto, atirei a moeda o mais longe que pude da janela da clínica. A partir daí uma força muito maior passou a decidir qual seria o meu destino. Minha mãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113427203213682783?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113427203213682783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113427203213682783' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113427203213682783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113427203213682783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/12/moeda-da-sorte.html' title='Moeda da Sorte'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113427171598243467</id><published>2005-12-10T19:08:00.000-08:00</published><updated>2005-12-10T19:28:35.993-08:00</updated><title type='text'>Árvore de Natal</title><content type='html'>Aqui em casa, tradicionalmente, armamos uma árvore de natal para simbolizar este espírito que nos domina no fim do ano. Lembro-me como se fosse hoje o quão ficava empolgado quando minha mãe trazia a caixa com as “peças” da árvore. Eram os anos oitenta, e nessa década tudo era tosco. Assim era a árvore.&lt;br /&gt;            Minha mãe, sempre muito ocupada, toda vez me encarrega de montar e desmontar a nossa árvore de natal (hoje em dia temos uma apresentável). Faz uns três ou quatro anos que comecei a filosofar sobre a praticidade deste ritual. Por que não deixar a árvore sempre montada? Quando chegasse o natal, ela estaria ali pronta, nos fazendo sorrir e lembrar das velhas canções natalinas. Belíssimas canções. Então, sempre que arrumo a árvore, a deixo ali pronta com a intenção de não mais mexer nela. Como se fizesse parte da decoração da casa. Obviamente minha mãe não gostou da idéia. As pessoas encaram as inovações com estranheza, mas eu estava disposto a provar o valor da minha excentricidade. O máximo que consegui foi deixar a árvore armada até abril do ano seguinte. Esse foi o meu recorde. Eu simplesmente deixo lá, e todos esquecem, às vezes até comentam, mas não tomam a atitude de guardá-la. Este ano eu vou tentar novamente e até celebrarei o próximo natal com mais alegria pairando em meu coração se meu objetivo for alcançado.&lt;br /&gt;            Em Janeiro, é delicioso ver os olhares de estranhamento quando entram aqui em casa e se deparam com a árvore de natal. E eu faço questão de deixá-la bem arrumadinha, com luzes piscando e tudo. Volta e meia até aciono o botão que faz tocar Jingle Bells. Claro que sem abusar, pois todos aqui começam a me pressionar para que eu guarde a maldita árvore.&lt;br /&gt;            Ela também pode servir como ponto de referência temporal. Sim, imagine-se no mês de outubro, jogando xadrez sozinho na sala, repentinamente fixando seu olhar na árvore e lembrando: “Faltam dois meses para o fim do ano!”. Ou então no mês de Janeiro, comendo pipoca com os amigos, ao olhar para a árvore você exclama: “Faz um mês que ganhei esse microondas!”.&lt;br /&gt;            Sei que vocês, a esse ponto, já devem considerar a hipótese de que apresento algum distúrbio psicológico que requer atenção.  Tudo bem, eu não ligo. Não porque esteja disposto a concordar, mas por reconhecer a excentricidade de uma idéia tão ligada à práticas tradicionais e ortodoxas. Não é sempre que me ocorrem tais devaneios, pois estou mais para conservador do que para revolucionário. Porém, caro leitor, diga-me a verdade: os loucos não parecem tão normais nos dias de hoje?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113427171598243467?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113427171598243467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113427171598243467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113427171598243467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113427171598243467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/12/rvore-de-natal.html' title='Árvore de Natal'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-113158449617760135</id><published>2005-11-09T16:48:00.000-08:00</published><updated>2005-11-09T17:04:43.336-08:00</updated><title type='text'>Tudo uma questão de cálculo</title><content type='html'>É rapaziada, tirei umas férias forçadas deste blog. Descobri - da pior maneira possível - que estou com pedras nos rins, ou falando bonito "cálculo renal". Foram momentos terríveis em que senti uma dor infernal e tive certeza de que morreria nas horas subseqüentes. O próprio médico, não sei se tentando me animar, disse que uma recente pesquisa realizada na Inglaterra classificou essa dor como "a pior dor do mundo". Exagero ou não, foi a pior que já senti. Disparada a pior. Uma dor INCALCULÁVEL. Fiquei dois dias internado em um hospital tomando soro e analgésico na veia. Uma situação realmente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou me recuperando, afinal de contas na vida de todos acontece de aparecer obstáculos. Parafraseando meu amigo Carlos Drummond de Andrade: "Tinha uma pedra no meio do meu rim". Considero-me um cara de sorte pois mesmo nessas horas de angústia não perdi o bom humor, e para confirmar isso finalizo esse texto da maneira mais infame possível, pois espero não ficar mais tanto tempo sem escrever por causa de problemas que estão fora dos meus cálculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-113158449617760135?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/113158449617760135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=113158449617760135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113158449617760135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/113158449617760135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/11/tudo-uma-questo-de-clculo.html' title='Tudo uma questão de cálculo'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-112631946468644881</id><published>2005-09-09T19:28:00.000-07:00</published><updated>2005-12-10T18:51:15.316-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Poucas pessoas sabem disso, mas no ano de 1998 trabalhei como vendedor de sofás por uns dois ou três meses. Apesar de ter sido uma passagem relâmpago, consegui uma clientela fiel. Alguns até se tornaram meus amigos e um deles foi o Seu Alexandre, antigo estofador, pintor fracassado e atualmente eletricista aposentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Certa vez, numa monótona tarde de agosto daquele ano, Seu Alexandre entrou na loja e começou a observar todos os sofás do recinto. Perguntei se podia ajudar na escolha ― um papo barato de vendedor, eu sei ― quando ele começou a suar e a me perguntar onde havia conseguido determinado sofá. Respondi que não sabia e foi então que Seu Alexandre me revelou seu segredo mais importante, que era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A História do Sofá Amaldiçoado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “Em 1979, eu morava em um sobrado no longínquo bairro de Quintino. Preocupava-me demais com meu bem-estar, mas principalmente com o dos meus amigos, parceiros nas reuniões de fim de semana onde as palavras de ordem eram cerveja e futebol (coisas que sei muito bem que você odeia, mas todo carioca normal gosta). Eu possuía um potente televisor Phillips, porém faltava-me uma coisa importantíssima para garantir conforto aos meus visitantes. Um bom sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Juntei dinheiro durante alguns meses até poder comprar um móvel de qualidade. Era necessário que fosse espaçoso também. Na loja, segui a recomendação do vendedor e torrei todo o meu salário em um lindo sofá marrom, que acabou destoando de todo o resto da mobília da casa. Não me incomodei e até achei o contraste um tanto charmoso. Eu e meus amigos assistíamos futebol na tv, jogávamos cartas ou simplesmente batíamos um papo sentados naquele esplêndido móvel. É verdade que não cabíamos todos de uma vez nele, mas fazíamos um rodízio e ninguém deixava de desfrutar daquele sutil prazer. Foi quando coisas estranhas começaram a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na primeira semana notei que todas as canetas vagabundas que eu usava para anotar as rodadas dos jogos de cartas que fazíamos sumiram. Restou apenas uma bem antiga, herdada de meu bisavô, usada para assinar o documento de falência de sua empresa: uma fábrica de cosméticos. Esta eu também perdi pouco tempo depois, na mesma época em que a visita de meus amigos tornava-se cada vez mais esporádica. Por fim, deixaram de vir e quem me visitou semanas mais tarde foi a polícia. Um desses meus amigos havia me processado por roubo. Sua carteira com dinheiro e documentos lhe fora tomada sorrateiramente enquanto se concentrava em algum programa de tv ou jogo. O ladrão só podia ser eu, um pobre aposentado viúvo e sem herdeiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A noticia caiu como uma bomba e me deixou completamente arrasado. O que poderia ter acontecido? Só restava aguardar e pensar em como me defender. Exaurido e desconsolado, resolvi relaxar durante alguns minutos para pôr a cabeça no lugar. Deitei-me no recém-adquirido sofá. Imediatamente comecei a me sentir mal. A cabeça pesava, aliás, todo o corpo pesava. O espaço parecia diminuir gradativamente. Foi quando percebi que o sofá estava me sugando para dentro dele. Não houve tempo para esboçar qualquer reação. Fui engolido rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dei azar neste fatídico dia não pela experiência pitoresca pela qual passei, mas pelo doloroso fato de que não havia testemunhas no local. Desde os horrorosos anos 80 que não conto essa história para ninguém, pois fui tido como louco durante um bom tempo. A verdade é que quando cheguei lá, ou seja, dentro do sofá, todo o mistério me foi revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dentro desse estranho mundo ― embora bem acolchoado ― vi todas as minhas canetas vagabundas, a carteira do meu amigo e vários objetos que eu não tinha idéia de como foram parar ali, como o meu barbeador, por exemplo.Uma entidade que se apresentou como ‘Véio Bira’ contou-me com detalhes a maldição que aquele móvel carregava. O ‘Véio Bira’ fora um talentoso estofador nos anos 20, porém frustrado por não ter enriquecido com o ofício. Decidido a mudar esta situação passou mais dez anos confeccionando o que ele chamara de “o mais confortável dos sofás do mundo”. Nestes dez anos nada mais fez a não ser se concentrar no projeto. Perdeu todos os poucos bens que possuía. Mulher e filhos o abandonaram. Em suma, tudo o que havia conquistado na vida fora ‘sugado’ por aquele projeto louco, por aquele sofá. No dia em que concluiu sua obra, sofreu um ataque do coração fatal e caiu sobre sua perfeita criação. Sua vida fora ‘sugada’ pelo sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A partir dessa trágica data, todos aqueles que adquirem o sofá perdem tudo o que possuem no prazo máximo de dez anos. Após os bens do proprietário serem para todo o sempre perdidos, o sofá semeia a discórdia para que todas as relações pessoais sejam também aniquiladas. E foi o que aconteceu comigo, embora digam que sou louco. ‘Véio Bira’ porém decidiu me poupar porque trabalhei como estofador durante alguns anos de minha vida. Devolveu-me meus pertences, inclusive a valiosa caneta de meu bisavô, presente quando em bancarrota. Sem rodeios, disse de modo peremptório que levasse o sofá até um terreno abandonado e o cobrisse com um pano preto. Foi o que fiz no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não tardou para que a carteira de meu amigo aparecesse ― em seu sofá ― e este viesse me pedir desculpas e retirar a queixa. Aliviado, convidei a todos para fazerem um lanche enquanto víamos o futebol na tv. Apenas pedi desculpas pelas desconfortáveis e duras cadeiras que havia arrumado no botequim da esquina, coisa que não impediria nossa diversão, é claro. Agora uma coisa eu digo a você, meu caro Ilton, esteja atento na hora de adquirir ou mesmo vender um sofá. Se ele for marrom então, redobre a atenção e repare se depois da compra seus pertences continuam onde estão, mesmo que se trate de uma simples caneta...”&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Notei em Seu Alexandre uma perturbação nervosa, pois estávamos próximos a um sofá de cor marrom. Ele nada mais falou e foi embora. Afastei-me do móvel e fiz de tudo para não vendê-lo: aumentava o preço de forma descabida, dizia que era apenas mostruário, que haviam comprado de manhã, que a qualidade era muito baixa e etc.&lt;br /&gt;            Pedi demissão algum tempo depois e não voltei lá por um intervalo de pelo menos dois anos. Quando finalmente passei por perto, vi que a loja não mais existia. Teria sido “sugada”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-112631946468644881?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/112631946468644881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=112631946468644881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/112631946468644881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/112631946468644881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/09/poucas-pessoas-sabem-disso-mas-no-ano.html' title=''/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-112234760225905301</id><published>2005-07-25T20:11:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T20:13:22.260-07:00</updated><title type='text'>Da Série Clássicos do Trash – “O Império das Formigas Gigantes” (1977).</title><content type='html'>De todos os filmes de insetos gigantes já produzidos pelo cinema trash, nenhum é mais impressionante do que o clássico “O Império das Formigas Gigantes”. Com um baixíssimo orçamento – requisito básico de todo “bom” filme ruim – e um elenco que certamente seria dispensado por um iniciante diretor de novelas mexicanas, este é um clássico que não pode faltar na coleção de nenhum apreciador do gênero. O problema maior é encontrá-lo hoje em dia, pois se não me engano ainda não foi lançado em DVD. Um erro lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 1977, o filme começa com um grupo de pessoas – muitos deles turistas – se divertindo na inauguração de um novo parque. Depois de várias cenas em que o diálogo travando entre os personagens não faz o menor sentido, finalmente começam a acontecer os primeiros “assassinatos”. Um certo suspense se faz até que se revelem as criaturas. No início apenas a cabeça e as antenas delas aparecem. Mais tarde, essas tomadas da cabeça se misturam com outras de formigas comuns (estas com seu tamanho bem aumentado em um telão colocado atrás do atores). Obviamente, o filme possui um herói, mas não sei quem é o ator e muito menos me lembro do nome de seu personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a intenção de revelar-lhes todos os pormenores deste clássico, pois isso estragaria as surpresas que o filme guarda (tudo o que você pensa que vai acontecer realmente acontece), mas há pontos merecedores de destaque. O primeiro é o peculiar barulho emitido pelas formigas. Passaria despercebido já que em todos os filmes de insetos gigantes há também “vozes” correspondentes, mas neste há uma cena onde o herói do filme escuta o barulho das formigas e quando se volta para encará-las percebe que era apenas um garoto andando de triciclo! O outro ponto culminante é a “base” escolhida pela formiga rainha para comandar suas operárias e tentar dominar os humanos. Uma refinaria de açúcar. Abstenho-me de quaisquer comentários a respeito desta genial idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está mais uma sensacional dica. Vale a pena procurar por esta preciosidade. Eu mesmo, que tenho uma velha cópia em VHS, ficaria agradecido se qualquer um de vocês me fornecesse mais informações de como encontrar “O Império da Formigas Gigantes” em DVD. Agora preciso ir, pois meu teclado está cheio de formigas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título original – “Empire of the Ants”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-112234760225905301?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/112234760225905301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=112234760225905301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/112234760225905301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/112234760225905301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/07/da-srie-clssicos-do-trash-o-imprio-das.html' title='Da Série Clássicos do Trash – “O Império das Formigas Gigantes” (1977).'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-111932310592883831</id><published>2005-06-20T20:02:00.000-07:00</published><updated>2005-06-27T20:38:18.973-07:00</updated><title type='text'>Venda sob Prescrição Médica</title><content type='html'>Atualmente, aqui no Brasil, praticamente todas as pessoas passam por dificuldades financeiras. É comum vermos cidadãos que trabalham o dia inteiro completarem sua renda fazendo “bicos” durante a noite ou qualquer outra hora fora do expediente. Apela-se muitas vezes para a criatividade, mas o que vi esta semana me deixou realmente chocado. Agora, na farmácia aqui da esquina vendem-se dvd’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando se isso não passa de uma mera medida desesperada ou uma nova tendência que timidamente chegou para assolar o mercado com força total no prazo de um ano. Os médicos poderiam até fazer acordos com as farmácias, como fazem para vender remédios e levar uma comissão. Pense só como serão as futuras prescrições médicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Doutor, estou com uma tosse danada e uma dor no peito.&lt;br /&gt;─ Você está com tuberculose, vou lhe receitar dois remédios, é só passar na farmácia em frente.&lt;br /&gt;─ Quais são?&lt;br /&gt;─ Tome duas doses de “A paixão de Cristo” pela manhã e “Star Wars – Episódio III” antes de dormir. Não precisa dos extras.&lt;br /&gt;─ Obrigado doutor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse um cinéfilo cursaria imediatamente medicina...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-111932310592883831?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/111932310592883831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=111932310592883831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111932310592883831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111932310592883831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/06/venda-sob-prescrio-mdica.html' title='Venda sob Prescrição Médica'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-111819960057526568</id><published>2005-06-07T19:57:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T20:00:00.580-07:00</updated><title type='text'>Sobre os bichos de estimação</title><content type='html'>Sempre tive vontade de ter um cachorro. Moro em apartamento e isto sempre se caracterizou como um empecilho. Conheço várias pessoas que criam os seus em apartamento e nunca tiveram problemas muito graves, mas aqui em casa a discórdia prevaleceu. Assim, criar um cachorro continua sendo uma experiência inédita em minha vida. &lt;br /&gt;Então apelei para o que estava ao meu alcance. Seria legal ter um bicho de estimação exótico, e era essa uma boa saída para a situação. O primeiro tipo de bicho mais próximo eram as formigas. Arrumaria um jeito de marcar uma delas para ser identificada e pronto. Não foi tão fácil assim. Na primeira tentativa acho que a tinta não fez bem à formiga e ela veio a falecer não muito tempo depois. Aliás, confesso que ela morreu imediatamente após o contato com a tinta. Vários outros métodos de identificação poderiam ser testados, mas eu já estava frustrado e desisti de ter uma formiga de estimação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um bom tempo ainda na vontade até que o destino me mandou Onofre. Sim, ela era minha lagartixa de estimação. Tenho uma queda por lagartixas e Onofre apareceu na hora certa. Ela vinha todos os dias ao meu quarto para me visitar. Foi nessa época que virei um implacável assassino de moscas, baratas e toda a sorte de criaturas que pudessem servir de alimento a minha doce Onofre. Ela aceitava com extrema gratidão tudo o que eu lhe oferecia, e ainda assim não deixou de ser uma temível caçadora. Eu ficava extremamente orgulhoso de cada bote bem sucedido que ela desferia habilmente contra suas presas. Um fatídico dia, que me traz um grande pesar ao lembrar, Onofre não voltou para casa. Não sei quanto tempo vivem as lagartixas e desde esse dia resolvi me manter ignorante no tocante a essa questão. Acho que tenho medo de descobrir que estes belos seres são daqueles bichos que vivem cem anos, o que certamente significaria que algo aconteceu a ela ou, ainda pior, que fui abandonado. Prefiro pensar que elas vivem apenas algumas semanas e prestar esta homenagem a uma lagartixa inesquecível chamada Onofre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-111819960057526568?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/111819960057526568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=111819960057526568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111819960057526568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111819960057526568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/06/sobre-os-bichos-de-estimao.html' title='Sobre os bichos de estimação'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-111578269901322524</id><published>2005-05-10T20:29:00.000-07:00</published><updated>2005-05-10T20:38:19.016-07:00</updated><title type='text'>Politicamente Correto</title><content type='html'>Agora este blog é politicamente correto. Eu ia escrever uma coisa aqui mas deu branco. Ihh, não posso dizer isso porque há aí uma forte conotação racista...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-111578269901322524?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/111578269901322524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=111578269901322524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111578269901322524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111578269901322524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/05/politicamente-correto.html' title='Politicamente Correto'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-111206585634419654</id><published>2005-03-28T19:07:00.000-08:00</published><updated>2005-12-10T18:59:38.960-08:00</updated><title type='text'>SOBRE NOME...</title><content type='html'>Se existe algo que não consigo compreender é a dificuldade das pessoas para com o meu nome. Não tenho problemas de dicção e estou certo de que pronuncio claramente a palavra “Ilton”. Ou essa palavra é fácil para mim pelo simples fato de ser o meu nome ou as pessoas não acreditam nos próprios ouvidos. A seu bel prazer, fazem alterações nele, tornando-o ainda mais difícil (e ele não é difícil). Acrescentando uma letra aqui, outra ali, vão abrindo caminho para o desastre. Já pesquisei o que poderia ser a causa de tal fenômeno, mas ainda não obtive sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira das hipóteses que levei em consideração, foi a de acharem o meu nome feio e automaticamente tentarem modificá-lo. O meu caro leitor constatará que essa possibilidade é nula, visto que não acredito que meu nome em sua grafia e pronúncia originais seja pior do que o que foi produzido durante todos esses anos devido a circunstâncias ainda misteriosas para mim. Ilustrarei agora alguns casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O caso clássico é o da junção do artigo “o” com “i” do meu nome. A coisa fica mais clara com o exemplo da conversa telefônica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sujeito: ─ Alô, quem fala?&lt;br /&gt;Eu: ─ É o Ilton.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Aí está a variante mais comum do meu nome: Wilton. Já até pensei em mudar, mas fiquei com medo do que poderia acontecer caso ainda assim não entendessem. Quanto à grafia, vocês estão livres para escolher se fica melhor Wilton ou se preferem Uilton. Este último é ridículo, porém possui o seu charme. A verdade é que passei muito tempo evitando o artigo “o”, mas como verão mais adiante hoje não me incomodo mais com as alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe das velhinhas, não sei se por causa da audição já prejudicada, é uma grande campeã de alterações na palavra “Ilton”. Para elas, é como se fosse uma questão de múltipla escolha. As opções mais freqüentes são “Ailton” e “Elton”. Não é raro me chamarem de “Ildo”. Os porteiros também gostam de deixar sua marca, como no exemplo que ocorreu semana passada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porteiro: ─ Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;Eu: ─ Ilton&lt;br /&gt;Porteiro (falando com o morador pelo interfone): ─ O “Wilson” ta subindo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em todas essas ocasiões citadas, fiquei irritado e fiz questão de consertar o meu nome. Repeti quantas vezes foram necessárias até que me entendessem e falassem corretamente. Até então, eu estava sendo bem sucedido. Foi quando o ditado: “Não tente consertar que piora” se fez valer da maneira mais cruel de todas. Hoje meu nome é de todos. Podem fazer dele o que bem quiserem que vou aceitar de bom grado.&lt;br /&gt;Aconteceu quando liguei para a ótica da qual sou cliente para encomendar um par de lentes de contato. Foi exatamente assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu: ─ Bom dia, eu gostaria de encomendar uma caixa de lentes de contato.&lt;br /&gt;Vendedor: ─ Pois não. Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;Eu: ─ Meu nome é Ilton.&lt;br /&gt;Vendedor: ─ Não estou encontrando a sua ficha. Tem certeza de que é cliente?&lt;br /&gt;Eu: ─ Tenho sim. Ilton com “i”&lt;/em&gt;. ─ Respondi suspeitando que ele estivesse procurando no “W” ou no “H”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vendedor: ─ Wilton Cunha?&lt;br /&gt;Eu: ─ Não! Ilton com “i”!&lt;br /&gt;Vendedor: ─ Wilton Cunha?&lt;br /&gt;Eu: ─ Não é Wilton, é Ilton, com “i”.&lt;/em&gt; ─ Falei mais pausadamente, mas não houve jeito. Quando eu falava “com i” ele entendia “Cunha”. Prendi o choro e nada mais falei.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vendedor: ─ Não tem problema, faço sua fichinha agora. Pode vir buscar as lentes amanhã&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fui buscar minhas lentes ainda com esperança de que ao final do diálogo telefônico o maldito vendedor tivesse compreendido meu nome. Cheguei lá e fui logo dizendo que tinha encomendado uma caixa de lentes de contato e queria levá-las. O vendedor me mandou esperar um instante (a loja estava cheia), foi lá para dentro pegar uns papéis e então gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vendedor: ─ &lt;strong&gt;WILTON CUNHA&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento percebi que qualquer reação seria prejudicial a mim mesmo e então, desolado, respondi com um largo sorriso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu: ─ Sim, sou eu mesmo. Obrigado, tenha um bom dia!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É, meus caros, tentei consertar uma mísera letra e ganhei um sobrenome. Hoje, permito a todos que façam dele o uso que quiserem. Isso mesmo, meu nome é como o seu canto predileto da praça, faça o que quiser com ele. Não posso e &lt;strong&gt;NEM QUERO&lt;/strong&gt; mais obter controle algum sobre a palavra que um dia – quanta saudade! – grafou-se e pronunciou-se “&lt;strong&gt;ILTON&lt;/strong&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-111206585634419654?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/111206585634419654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=111206585634419654' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111206585634419654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/111206585634419654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/03/sobre-nome.html' title='SOBRE NOME...'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110904506400660750</id><published>2005-02-21T19:59:00.000-08:00</published><updated>2005-12-11T07:32:50.733-08:00</updated><title type='text'>Leitura Recomendada – Crime e Castigo (Fiódor Dostoievski)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3417/704/1600/13.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3417/704/320/13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Crime e Castigo foi publicado em 1866. Foi a obra que trouxe fama e popularidade a Dostoievski, e pela qual ainda hoje é mais conhecido, principalmente na Europa. Segundo o antigo especialista em literatura russa, Maurice Baring, é a maior tragédia sobre assassinato desde Macbeth.&lt;br /&gt;Raskolnikov, o herói de Crime e Castigo, é um niilista no real sentido da palavra, não um mero niilista político ou intelectual, mas um niilista moral; ou seja, um homem que se esforça para agir sem princípios e para ser inescrupuloso, que deseja se colocar além e acima de toda convenção moral. Em sua mente, se ele puder passar por cima das convenções humanas, acabará por se tornar uma espécie de Napoleão. Obcecado por esta idéia, ele supõe estar a pondo em prática ao cometer um assassinato.&lt;br /&gt;A tragédia do livro consiste em seu fracasso, no fato de ele perceber que falhou. Ao invés de se tornar mais forte que a humanidade, ele se torna mais fraco do que ela. Ao invés de conquistar a moralidade, ele mesmo é subjugado por ela. Raskolnikov vê que logo após cometer o crime, sua relação com o mundo muda radicalmente e a partir daí inicia uma longa luta com sua própria alma e consciência. Seu instinto de autopreservação entra em conflito com o horror que sente pelo que fez e a necessidade de confessar. Raskolnikov é a personificação do orgulho. Ele é orgulhoso o suficiente para construir concepções mirabolantes, sustentar a ambição de provar sua superioridade, mas não tem uma personalidade forte o bastante para suportar o peso de suas idéias.&lt;br /&gt;Raskolnikov descobre que é fraco, e as conseqüências morais de seu ato o encaram a cada passo que dá. Esta descoberta é uma ferida mortal para seu orgulho. E ele luta contra isso, se esforça para não admitir isso. Deliberadamente procura a companhia de detetives, com quem discute justamente a respeito de assassinatos. Discussões essas que o deixam a beira do precipício, onde uma simples palavra poderia traí-lo irreversivelmente. Segundo Maurice Baring: “Os capítulos que constituem o duelo entre Raskolnikov e o juiz de instrução que desconfia dele, são os mais pungentes em angústia e ansiedade que já li na vida. Vi estas cenas representadas no palco e muitas pessoas na platéia ficaram histéricas antes mesmo que o ato chegasse ao fim”.&lt;br /&gt;Crime e Castigo não é apenas o livro mais conhecido de Dostoievski, mas também o mais intenso. A angústia que Raskolnikov tolera durante toda a trama tortura o leitor. O autor parece ter atingido o limite de sofrimento que a alma humana pode experimentar quando mergulha na escuridão. Neste livro, Dostoievski ajoelha-se diante das grandes agonias que a humanidade pode suportar: e ao fazê-lo, nos ensina a persistir e, por fim, a ter esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110904506400660750?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110904506400660750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110904506400660750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110904506400660750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110904506400660750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/02/leitura-recomendada-crime-e-castigo.html' title='Leitura Recomendada – Crime e Castigo (Fiódor Dostoievski)'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110748660323217452</id><published>2005-02-03T19:05:00.000-08:00</published><updated>2005-02-03T19:22:50.923-08:00</updated><title type='text'>Da série “Diálogos de fim de tarde”</title><content type='html'>Dia desses estava caminhando em Copacabana, contemplando a beleza do mar, quando o forte calor obrigou-me a sentar em um daqueles bancos dispostos pelo calçadão. Respirei fundo e dispus-me a observar os cidadãos do Rio de Janeiro, essa cidade onde nasci e que a cada dia se revela mais estranha. Olhei e percebi que sentado ao meu lado estava um senhor, já de certa idade, porém muito simpático e um tanto familiar. Quando olhei com mais atenção vi que estava sentado ao lado de Carlos Drummond de Andrade. Imediatamente me senti honrado, pois estar ao lado de uma personalidade dessa magnitude não é responsabilidade de pequena monta. Vencendo minha timidez eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Sr. Drummond, o poeta, que fazes aqui neste banco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Eu faleci há quase vinte anos, e já faz algum tempo que fico aqui sentado, como fazia quando era como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Ora, o senhor jamais foi como eu, sou apenas um vocalista de uma banda de rock. O senhor é Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta do Brasil. Se eu morrer e ocupar um desses bancos do calçadão, serei expulso em poucas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Talvez não. A juventude de hoje prefere rock à poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ A juventude de hoje prefere ir ao shopping consumir os produtos dos anúncios da tv. O senhor está fazendo falta, porque não volta a escrever ao invés de ficar apenas aqui sentado olhando os vivos irem para lá e para cá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Não quero ser o poeta de um mundo caduco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Então talvez o senhor pudesse tentar uma outra forma de arte. Quem sabe não poderia começar a cantar? Eu posso ajudá-lo, tenho alguma experiência nessa área...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Também não cantarei o mundo futuro. ─ Retorquiu ele, já um pouco irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Mas ficar aqui olhando essas pessoas passarem... O senhor, com a sua fama... Sei lá... Veja quantas pessoas param para tirar fotos ao seu lado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças... ─ Seu humor começava a melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Mas de nada adianta ficarmos aqui conversando sobre a morte do leiteiro. O senhor precisa voltar a nos brindar com sua poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Ora meu jovem, qualquer boa livraria está munida com pelo menos uma antologia poética deste seu interlocutor. Se estiveres tão sedento assim pela minha obra, porque ainda não visitastes uma? Por acaso tinha uma pedra no meio do caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ O senhor me convenceu, hoje mesmo passo lá e compro. Olhe, lá está José! Hei, José! Venha aqui, faça-nos um pouco de companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José hesitou um pouco, mas acabou cedendo. Sentou-se meio sorumbático e reclamando da vida, dizendo que não morria e que o mar tinha secado e ele não sabia mais o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ E agora, José? ─ Perguntou Drummond um tanto preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Para mim a festa acabou. Ó vida... ─ Lamentou José quase pranteando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Não pode estar tão ruim, veja as pessoas como andam felizes pelo calçadão. Porque não fazes o mesmo? ─ Respondi tentando injetar um pouco de ânimo nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Estou sem mulher, sem discurso, sem carinho. Acabei de voltar de uma consulta médica. Já não posso beber, já não posso fumar, nem cuspir eu posso! ─ Sua face nesse momento enrubescera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Mas... E agora, José? Tornou a perguntar Drummond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Sozinho no escuro qual bicho-do-mato! Vou fugir agora, agora mesmo! Fujo a galope! Adeus! Adeus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ José, para onde? ─ Gritou Drummond, mas José correra sem olhar para trás e a essa altura já não podíamos vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ É, grande poeta, as coisas estão ficando cada vez mais difíceis. ─ Proferi meditabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ É melhor eu voltar a contemplar o povo. Assim não penso no que está ocorrendo aqui atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Como não desejo atrapalhá-lo, eu já vou indo. Posso voltar semana que vem? Eu gostaria de continuar essa conversa informal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Sim, meu filho, podes voltar. Passa muita gente interessante aqui. Gente que só pude conhecer lá no além, mas que volta e meia passa aqui em Copacabana. Não deixe de vir, o verão é uma época boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Até semana que vem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei na livraria e comprei uma antologia poética de Drummond. Mas conversar pessoalmente foi, de fato, uma experiência memorável. Mal posso esperar pelo encontro da próxima semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110748660323217452?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110748660323217452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110748660323217452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110748660323217452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110748660323217452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/02/da-srie-dilogos-de-fim-de-tarde.html' title='Da série “Diálogos de fim de tarde”'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110506467983186540</id><published>2005-01-06T18:22:00.000-08:00</published><updated>2005-01-06T18:24:39.830-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia parecia tão comum que não poderia adivinhar a elucidativa aventura que estava a me esperar em plena quinta-feira. Sentia-me um pouco entediado e faminto. No intuito de acabar com ambas as sensações, demasiado desagradáveis para um aventureiro como eu, desci para caminhar e comprar algo para comer. Chegando na esquina encontrei e troquei algumas palavras com o Sr. Eustáquio, um italiano gordo e cego de um olho que é sempre muito simpático e solícito. Ele me contou como fundou a loja de calçados NAMARRA, que é sucesso em São Cristóvão. Ao ver que eu me dirigia à padaria, disse com um certo êxtase que é o mais antigo cliente daquele estabelecimento. Dissertou sobre vários acontecimentos importantes do bairro e sobre várias lendas daquela padaria, das quais a que mais me impressionou foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A LENDA DO PADEIRO VESGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certa vez, ao chegar aqui na padaria, neste mesmo local onde você está parado agora, comecei a dar uma olhada nos pães, nos biscoitos e sorvetes para ver se algo despertava meu interesse. Peguei um iogurte e tratei logo de fazer o meu pedido ao padeiro, que pareceu me ignorar. Havia uma mulher ao meu lado, tinha os dentes incrivelmente protuberantes e a pele completamente manchada. Achei que estivesse escolhendo algum tipo de pão, mas na verdade apenas aguardava o padeiro voltar com o seu pedido. Este, ao voltar, trouxe não só o pedido dela, mas o meu também. Com um olhar confuso perguntou: ‘Só isso mesmo?’ Achei que ele tivesse se dirigido à mulher, mas não tive certeza e, na dúvida, eu e a senhora da proeminente arcada dentária respondemos juntos: ‘Não’. Foi aí que eu reparei que ele olhava para ela e para mim ao mesmo tempo. Permita-me uma explicação um pouco mais minuciosa.&lt;br /&gt;Logo de início, pensei o que todo mundo pensaria, ou seja, o cara era vesgo. Mas ao observar mais detalhadamente o movimento de seus olhos, desconfiei de alguma habilidade descomunal, um poder incomum de independência entre os dois olhos. Ele era realmente capaz de atender duas pessoas ao mesmo tempo, e olhava com o olho direito para um cliente e com o olho esquerdo para o outro cliente. Isto certamente o tornava um funcionário mais eficiente. O único fator negativo era que isso confundia seu interlocutor. Eu, porém, acabei me habituando e até apreciando o especial atendimento daquele funcionário. Não sei, meu caro jovem, se há neste mundo algum oftalmologista que possa explicar esse fenômeno, mas certamente ele existe. Eu o observei por mais alguns dias e era sempre a mesma eficácia. Ele ficava lá, normal, até que duas pessoas se aproximavam e ocorria a repentina separação de seus olhos, um para cada cliente. Após alguma confusão entre eles o trabalho estava feito. Confesso que no início tive medo, muito medo. Não pude dormir por dois dias.&lt;br /&gt;Hoje, não é exagero dizer que a tristeza ronda este estabelecimento, pois o padeiro vesgo não trabalha mais aqui. Alguns dizem que foi visto há alguns meses numa obscura rua, desenhando retratos para os transeuntes que tivessem alguns trocados para lhe oferecer, outros juram tê-lo visto fazendo castelos de areia na praia de Ipanema, quando num repentino acesso de loucura, caminhou em direção ao mar e seguiu em frente como se tivesse encontrado seu caminho. E nunca mais se soube de outros rumores acerca de seu fim...” &lt;br /&gt;Profundamente comovido retornei ao meu doce lar e resolvi não consumir pão hoje. De alguma forma me senti impelido a prestar esta pequena homenagem a tão nobre personagem de um mundo carente de heróis. Não sei porque, mas me sinto bem melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110506467983186540?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110506467983186540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110506467983186540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110506467983186540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110506467983186540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/01/o-dia-parecia-to-comum-que-no-poderia.html' title=''/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110459978133380275</id><published>2005-01-01T09:14:00.000-08:00</published><updated>2005-01-01T09:16:21.333-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>Ano novo. Mas será que de fato algo mudará?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110459978133380275?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110459978133380275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110459978133380275' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110459978133380275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110459978133380275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2005/01/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110330427983245814</id><published>2004-12-17T09:22:00.000-08:00</published><updated>2005-12-10T19:04:04.330-08:00</updated><title type='text'>Da Série Clássicos do Trash – Plan 9 from Outer Space (1959, Ed Wood).</title><content type='html'>Nenhum outro filme poderia ser mais apropriado para inaugurar esta série do que o magnânimo “Plan 9 from Outer Space”, do não menos genial Ed Wood. Um filme considerado por críticos e leigos como “o pior de todos os tempos”. Foi exatamente essa frase que me chamou a atenção, fazendo com que eu iniciasse uma verdadeira caçada para não mais passar meus dias sem conhecer tal obra. A primeira vez que vi foi durante uma mostra de filmes trash no castelinho do Flamengo. Não sem razão, o filme era o “headliner” da noite e eu quase não consegui senha para assisti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para um filme como esse nada melhor do que uma sessão improvisada para aumentar o clima de amadorismo e amor à arte. Havia um pequeno grupo de cadeiras em frente a uma tv de vinte e nove polegadas com um velho vídeo cassete embaixo. Lembro aos senhores que isso faz uns dez anos, não havia DVD’s no mercado ainda. Não preciso ressaltar aqui que, mesmo pegando a senha, quando cheguei não havia mais como me sentar e assisti ao filme em pé, como várias outras pessoas tiveram que fazer devido ao enorme e surpreendente sucesso da mostra. Era apresentação única. Fiquei em um lugar muito ruim, mas mesmo assim não esqueço o primeiro contato com o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Logo nas cenas iniciais de “Plan 9 from Outer Space”, um filme que tinha a pretensão de misturar terror com ficção científica e chocar o mundo do cinema, percebe-se que o famigerado diretor não logrou no seu intento de escandalizar e aterrorizar o público. As gargalhadas eram gerais. Eu não me continha e ria também. Com um pouco de pena, mas ria. É impossível ficar indiferente aos cenários que balançam, contra-regras que aparecem nas cenas, às atuações memoráveis do elenco, às cenas que sobraram dos arquivos de Hollywood aproveitadas por Ed Wood, à edição e fotografia e ao sensacional roteiro que, por mais incrível que possa parecer, foi escrito após o filme ser rodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O destaque vai para o grande Bela Lugosi, ator húngaro que não sabia inglês e decorava seus papéis apenas foneticamente. Fez grande sucesso como o Drácula nos anos 30.  Depois disso entrou em decadência, esta culminando com sua participação neste filme de Ed Wood. Não preciso dizer que Bela Lugosi atua aqui como Drácula. Porém, quis o destino que Lugosi morresse no meio das filmagens de “Plan 9”. Foi substituído por um dublê que não tinha absolutamente nada a ver com o ídolo húngaro. Isso obrigou o substituto a esconder seu rosto atrás da capa do Drácula, ou seja, nas cenas em que o vampiro aparece com o rosto coberto, temos o dublê, não Bela Lugosi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vi o filme mais duas vezes em outras mostras, e sempre que o via percebia uma nova falha, uma nova curiosidade que merecia atenção. Foi aí que decidi ter o filme, ao invés de apenas esperar o “bom gosto” de terceiros. Na época não foi um empreendimento muito fácil, mas lembro que finalmente consegui uma cópia com um amigo. O curioso é que a legenda “corrigiu” ou “amenizou” muitos dos diálogos absurdos do filme. É bem provável que quem estivesse transcrevendo as falas não tenha acreditado no que ouviu. Destaco uma frase do detetive que foi deturpada pela legenda: “O inspetor Clay está morto. Foi assassinado. E alguém é responsável”. Essas deturpações me fizeram, mais tarde, adquirir uma versão sem legendas. Eu estava certo na minha previsão, até hoje percebo novas falhas quando assisto ao filme, e acreditem que o faço com freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje, com o advento do DVD, seria muito estranho que esse clássico ficasse de fora da brincadeira. Não só ele, mas três outros filmes de Ed Wood estão juntos em uma caixa que pode ser adquirida facilmente em qualquer loja. O preço pode ser um tanto salgado, mas vale a pena, pois além do “Plan 9” temos também o maravilhoso “Glen or Glenda”, que também conta com o monstro (ops!) Bela Lugosi; “Orgy of the Dead”, que possui o final mais surpreendente da história do cinema; e finalmente “The Bride of The Monster”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para quem não viu nenhum deles, fica aqui a dica, que vem em boa hora, pois estamos nos aproximando da época de festas. Existe também um bom filme sobre o criador do “Plan 9”, Ed Wood, que leva seu nome. Recomendo para quem quer se aprofundar no assunto. “Plan 9 from Outer Space” por si só já vale o investimento da caixa com os quatro “melhores” filmes do polêmico diretor, mas não podemos ignorar o grande potencial mostrado nos outros filmes, o que certamente seria uma heresia. A diversão é garantida, façam bom proveito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110330427983245814?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110330427983245814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110330427983245814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110330427983245814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110330427983245814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2004/12/da-srie-clssicos-do-trash-plan-9-from.html' title='Da Série Clássicos do Trash – Plan 9 from Outer Space (1959, Ed Wood).'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110330411863325588</id><published>2004-12-17T09:19:00.000-08:00</published><updated>2004-12-17T09:21:58.633-08:00</updated><title type='text'>Como uma adversidade pode ser, em muitos casos, vantajosa. </title><content type='html'>   O susto que tomei ao abrir o jornal no domingo passado é inenarrável. A manchete era a seguinte: “Sem-terra, mas com carro, celular e casas na cidade. – Uma das invasoras tem um Ômega dourado e duas propriedades em Ribeirão Preto”. Estou pensando seriamente em largar todas as minhas atividades aqui e correr para um acampamento do MST.  Eu juro que não conhecia essa nova definição para “sem-terra”, não sabia que poderia ascender economicamente ao me juntar a uma organização que não sugere isso no nome.&lt;br /&gt;  A reportagem diz que Paulo Sérgio Gimenez, uma espécie de “neo Sem-terra”, fez exatamente o que pensei em fazer. Abandonou o emprego e “virou” um sem-terra. No entanto, comprou uma picape Chevy, uma moto, telefone celular e mantimentos para sustentar a família na fazenda. O cara tem mulher e três filhos. Eu, levando apenas minha namorada e um cachorro de estimação poderia me tornar um Lorde em alguns meses.&lt;br /&gt;  Os privilegiados, ou melhor, sem-terra, alegam que são carros emprestados, que as propriedades que possuem na cidade estão condenadas e que lá não mais poderão ficar. Não sei com quem está a razão, sei apenas que o esclarecimento destas questões é mister para que eu possa tomar uma importante decisão e começar o ano de 2005 com o pé direito, sem terra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110330411863325588?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110330411863325588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110330411863325588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110330411863325588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110330411863325588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2004/12/como-uma-adversidade-pode-ser-em.html' title='Como uma adversidade pode ser, em muitos casos, vantajosa. '/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110303620346949418</id><published>2004-12-14T06:56:00.000-08:00</published><updated>2004-12-14T06:56:43.470-08:00</updated><title type='text'>Dramas Cotidianos</title><content type='html'>Semana passada tomei parte de uma história no mínimo curiosa. Estava voltando da papelaria e tudo parecia calmo e tranqüilo na rua, aliás, assim estava de fato. A paz só sofreu um abalo considerável quando eu já me encontrava no corredor, dentro do prédio onde moro. Assim que terminei de subir o último lance de escadas, notei dois peões trabalhando e ao mesmo tempo proferindo em altos brados um dialeto que não fui capaz de compreender. Um deles se virou para mim e perguntou de forma agressiva: “Estou sendo coerente, não estou?”. Não foi feito nenhum esforço, nem da minha parte e nem da deles, para me colocar a par do ocorrido. A pergunta fora jogada na minha cara sem mais nem menos, e cabia a mim respondê-la com a humildade e a honra que me acompanham nesses dias tão dignos de minha mocidade.&lt;br /&gt;Respondi rapidamente, mas com um tom de hesitação: “Sim, está”. A conseqüência de minha bravura foi muito pior do que eu poderia imaginar. No mesmo instante em que eu findara minha resposta, o outro peão saltou da escada e com gestos ameaçadores partiu na direção de seu colega. Os dois começaram a trocar insultos. O peão que se achava coerente, e agora contava com minha aprovação, gritava como um animal e já se preparava para desferir o primeiro golpe no colega quando resolvi dar as costas e ir para casa. Pensei comigo mesmo que depois de tanta algazarra, alguém havia de aparecer e apartar aquela briga. Eu não o faria por dois motivos, primeiro porque levava uma enorme desvantagem de estatura contra os dois honestos trabalhadores, segundo porque não seria coerente de minha parte, tendo afirmado que um deles estava realmente sendo coerente, não permitir que ele agisse da maneira que melhor lhe aprouvesse.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110303620346949418?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110303620346949418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110303620346949418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110303620346949418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110303620346949418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2004/12/dramas-cotidianos.html' title='Dramas Cotidianos'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9585109.post-110303600248855969</id><published>2004-12-14T06:52:00.000-08:00</published><updated>2005-12-10T19:06:42.313-08:00</updated><title type='text'>Leitura Recomendada – Os Demônios (Fiódor Dostoievski)</title><content type='html'>Escrito em 1871, antes da Revolução Russa e das Guerras Mundiais, este livro impressiona pelo valor profético acerca do que viria acontecer alguns anos mais tarde, quando esses eventos eclodiram. A obra estava certamente uns trinta anos à frente de seu tempo.&lt;br /&gt;O romance foi inspirado por um acontecimento real, ocorrido em 1869, na Rússia. Um estudante chamado Ivanov foi brutalmente assassinado por uma organização revolucionária comandada por Nietcháiev. O motivo: divergências políticas. O estudante decidira se desligar da organização. Começava ali um drama quase ignorado pela imprensa da época e que se tornou dura realidade no século XX. É impossível se desligar do “indesligável”.&lt;br /&gt;Dostoievski percebeu no ocorrido todo o mar de lama que estava para desaguar no planeta. Foi criticado e considerado exagerado, porém os fatos hoje mostram como era preciso em sua visão de futuro. Um simples crime na época, um fato isolado, revelou-se na doutrina tirânica e assassina de ditadores como Hitler, Mussolini e Stálin.&lt;br /&gt;Em “Os Demônios”, o personagem Chigalióv apresenta idéias que quase foram empreendidas com sucesso pelos políticos acima citados. Nas palavras de Piotr Stiepánovitch, outro personagem: “Chigalióv é um homem genial! Sabe, é um gênio como Fourier; porém mais ousado que Fourier, mais forte que Fourier; vou cuidar dele. Ele inventou a ‘igualdade’! No esquema dele cada membro da sociedade vigia o outro e é obrigado a delatar. Cada um pertence a todos, e todos a cada um. Todos são escravos e iguais na escravidão. Nos casos extremos recorre-se à calúnia e ao assassinato, mas o principal é a igualdade. A primeira coisa que fazem é rebaixar o nível da educação, das ciências e dos talentos. O nível elevado das ciências e das aptidões só é acessível aos talentos superiores, e os talentos superiores são dispensáveis! Os talentos superiores sempre tomaram o poder e foram déspotas, sempre trouxeram mais depravação do que utilidade; eles serão expulsos ou executados. A um Cícero corta-se a língua, a um Copérnico furam-se os olhos, um Shakespeare mata-se a pedradas ― eis o chigaliovismo. Ah, ah, ah, está achando estranho? Sou a favor do chigaliovismo!”.&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com os dias de hoje também, não é mera coincidência, mas isto é outra discussão. Queria apenas deixar a dica. Para complementar o entendimento é bom dar uma lida antes sobre o período histórico daquela época não só na Rússia, mas na Europa. Melhor ainda seria ler também “1984” de George Orwell e “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9585109-110303600248855969?l=iltonnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/feeds/110303600248855969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9585109&amp;postID=110303600248855969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110303600248855969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9585109/posts/default/110303600248855969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iltonnogueira.blogspot.com/2004/12/leitura-recomendada-os-demnios-fidor.html' title='Leitura Recomendada – Os Demônios (Fiódor Dostoievski)'/><author><name>Ilton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497578200704778596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
